Rádio

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nas praias do Rio, 5 de cada 10 transeuntes são gringos

Era um desses típicos finais de semanas chuvosos no Rio de Janeiro e a televisão já me entediava havia horas. Também cansado de estudar tanta história econômica e números surreais, aproveitei o minuto de trégua que São Pedro concedeu à Cidade Maravilhosa, peguei minha camera e saí para fazer algumas fotos e matar algum tempo olhando a praia de Copacabana.

Vesti uma calça jeans, uma camiseta, coloquei uma blusa por cima e desci de havaianas mesmo. Caminhei um pouco, fotografei e antes de subir me sentei em dos bancos que ficam no calçadão para poder simplesmente olhar o mar. Como já fazia algum tempo desde que a chuva havia cessado o movimento começou a aumentar. Surgiu uma alma aqui, um cachorro ali, pais e filhos lá e um casal apaixonado por aí.

Mas o mais interessante, e o motivo deste texto, foi o fato que se deu a seguir.

Ao longe avistei duas senhoras que caminhavam gostoso na areia, na beirinha do mar, cada uma segurando seu sapatinho, rindo e apoiadas uma na outra. Era uma cena bonita de ver. A amizade, o espirito carioca e tal...

Em determinado momento percebi que as senhorinhas começaram a voltar, rumar em direção ao calçadão. Vieram, e se sentaram no mesmo banco que eu. Cedi espaço para que elas ficassem a vontade para vestir os sapatos, dei um sorriso e elas sentaram de frente pra rua. Quando de repente escuto um dialogo, nada reprimido, com as seguintes falas:

— Menina você não vai acreditar. Mas não é que o fulano resolveu comparecer? Pois é, queria porque queria a noite inteira. Fizemos como há tempo não faziamos. E eu gostei né... e gozei, claro!

— Ai, menina, lá em casa tá tudo na mesma. De vez em quando depois do jornal até acontece alguma coisa. Você acredita que esses dias ele queria vir por trás? Mas tem que ser rápido, né, porque loguinho depois vem a novela e, você sabe, não dá vontade de perder um capitudo d’A Favorita.

Eu fiquei perdido. Envergonhado até. SERÁ QUE EU TINHA USADO TÃO BEM O COTONETE CAPAZ DE DESENVOLVER UMA AUDIÇÃO SUPERSÔNICA? ELAS REALMENTE ESTAVAM DIZENDO AQUILO, DO MEU LADO, EM ALTO E BOM SOM?

Olhei para baixo num estilo avestruz mirando a havainas que estavam no meu pé. Então, de repente, um lapso passou pelos meus neurônios e acabei percebendo o que se passava: de havaianas, jeans e um blusa escrito BRASIL em letras garrafais, EU ERA O TÍPICO GRINGO PASSEANDO PELO RIO.

Antes de ter a crise de riso, levantei rapidamente, olhei para elas, dei outro sorriso e disse: — Bye!
Caminhei até o prédio e, eu juro!, naquele dia, o porteiro pensou que eu tinha encontrado com o Bozo.

sábado, 11 de abril de 2009

Vídeo: MORAR SOZINHO!

Como diria o Pordo, camarada lá da comunidade do orkut homonima à este blog, não é preciso dizer muita coisa, o nome do vídeo já é auto explicativo.

Enjoy!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

90's

A Natalia Matins me passou um vídeo do youtube que me lembrou como era a vida sem provas de cálculo e sem passar 100% do meu tempo conectado à internet. Se você tem mais ou menos a mesma idade que eu (18) vai gostar do vídeo.

Enjoy!


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Idéias Desconexas...

Ao som de ABBA vos digo:

Não abandonei o blog. Aliás, falando nisso assisti uma palestra na Calourada (evento universitário aqui na UFU) de uns poetas blogueiros, falando sobre toda essa popularidade de publicar o que te der na telha, pro mundo inteiro, sem o aval de um editor para dizer antes do público se o que você faz é bom ou não. Foi muito interessant, se virem ai e busquem algo no google sobre o projeto tamboril. E um dos caras que deu a palestra é do
Hotel Sete. Sugiro!

Vos digo também que esse post será uma série de pensamento isolados sobre assuntos desconexos. Agora é a hora que eu conto que to sem dinheiro, e que, no supermercado, o que eu acho que vai ser uma compra barata para durar o mês inteiro, é uma compra cara, que com certeza vai acabar bem rápido.

[Mensagem especial para os ET's da UFU e afins] Fiquei até 00h no bloco ontem, contando os votos das eleiçoes da nova chapa do Centro Academico, agora eu me liberto dizendo: SIM, SOU TENDENCIOSA. SIM, DEU VONTADE DE RIR ENQUANTO CONTAVA OS VOTOS.

Proximo tema: meu professor de Didática Geral vai dar 20 (ou 30, não lembro) pontos (de 100) pra um trabalho que consiste no seguinte: falar da minha vida, tudo que der na telha, mas dando destaque para as coisas que eu julgo que me fizeram escolher a carreira docente... influência familiar, de professores, ou sei lá o que. É o cúmulo... eu acho pelo menos! Quer saber da minha vida pessoal vai no meu
orkut, e não me faz perder tempo escrevendo besteira. Até parece que eu não tenho milhares de páginas de História da Puta que Pariu par ler.

Outra coisa, é que eu concordo com o post do colega Renan sobre o bandejão. Realmente quem recebe para pensar no funcionamento desses sistemas não está fazendo jús ao salário que ganha. Aqui na UFU nem tem toda essa coisa complexa de dois cardapios. O problema é bem simples: quando os caras resolvem servir a comida, provavemente no intuito de ridicar (Verbo. gíria de vó. não dar porque não quer) , acaba gerando desperdicio. No meu caso pelo menos, com as minhas mãos eu colocaria bem menos comida... e de repente, outra pessoa pegaria mais e comeria tudo. Sei lá, vejo muita coisa ir pro lixo. [ironia]Mas, e eu com isso né?[/ironia]

É isso. Amanhã tem Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra na CALOURADA! Bora?

e, por fim O OVO DE PASCOA TÁ CARO DEMAIS!

segunda-feira, 30 de março de 2009

5 dicas para quando se está sozinho e doente

Uma lista de 5 coisas básicas para aqueles que moram sozinho e deram de cara com a gripe, o resfriado e afins.

1) Sua coleção de comprimidos. Tenha sempre Dorflex, Aspirina e Anador. Não se esqueça do Benegripe nem de Tylenol. Se achar necessário, procure ter também Ibuprofeno. (A combinação Tylenol+Ibuprofeno na hora da gripe é uma benção).

2) Xaropes. Procure os que sejam feitos de mel, guaco, camomila e agrião. Se você for uma daquelas pessoas que não acredita em tratamentos naturais, tenha mesmo assim. Xaropes, geralmente, são docinhos e podem adoçar a fossa que é ficar doente.

3) Tenha um termometro. Não há necessidade de ser os moderninhos digitais. Os de mercúrio já funcionam bem. O importante é se lembrar que se você mora sozinho não havera mão-na-testa que meça sua febre.

4) Tenha bons amigos. Serão eles quem assinarão seu nome na lista de presença quando você precisar faltar da faculdade, ou serão eles que confirmarão para o seu chefe como sua cara estava redonda e inchada e seu nariz parecia as Cataratas do Iguaçu.

5) Tenha uma boa cama, um bom edredom, e uma TV*. Não sei quanto a você mas, para mim, não há nada mais relaxante do que curtir a fossa de ficar doente vendo Sessão da Tarde coberto até o pescoço.

[*Se a TV for velha e tiver chuviscos a sensação fica ainda melhor!]


Pôa Zorte!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um pouco de racionalidade só faz bem

O que me impressiona nesse país é a falta de lógica.

Assisti uma palestra ano passado do Carlos Alberto Sardenberg, jornalista de assuntos economicos, e uma das discussoes pautadas girou em torno da legislação notionless do país. Ele contava sobre um episódio acontecido em uma cidade do interior de Minas Gerais que deixou de receber uma das maiores fábricas da AmBev (e junto com ela milhares de empregos e receita para a cidade) por causa de algumas centenas de pés de pequi, que de acordo com a lei não pode ser destamatado em qualquer que seja a circunstância. Os administradores interessados na cidade mais o prefeito interessado nos empregos uniram-se e elaboraram uma proposta para que houvesse uma brecha lógica no caso: a AmBev garantiu a replantação dos 400 pés de pequi em dobro, ou seja, 800 pés, e até mais, para arredondar combinaram 1000 pés. Mas para não deixar dúvida do compromisso da empresa e da cidade com o meio ambiente adicionaram um zero a mais depois dos outros e confirmaram a replantação de 10.000 pés. Não adiantou, a legislação era irredutivel, alguns pés de pequi custaram milhares de empregos e geração de renda para uma cidade de pequeno porte inteira.

Embora eu não tenha estado em Minas Gerais para acompanhar o caso, nem tampouco cheguei perto de um pé de pequi, hoje me aconteceu uma situação de falta de lógica semelhante.
Tenho almoçado quase todos os dias no restaurante universitário da faculdade. O cardapio segue duas linhas: a linha tradicional e uma de dieta balanceada e diet/light. Embora sejam duas linhas distintas, você pode intercambiar os acompanhamentos entre elas. Mas é uma via de mão única. E aqui que reside o problema da falta de racionalidade. Se você quiser combinar a carne da linha tradicional com as cenouras cozidas e o arroz fluorescente da linha diet/light, fique a vontade e sirva-se. Mas se você quiser pegar o arroz e o feijão da linha tradicional e só o frango grelhado da linha natureba, você não pode. Para pegar o frango grelhado você até pode já ter pego arroz e feijão, mas tem que pegar também o arroz integral e a carne de soja.
Se você é como eu e não gosta de arroz integral e nem carne de soja, você provavelmente faria o obvio, pegaria o arroz integral, a carne de soja, o arroz e o feijao normal, e só comeria aquilo que quer, deixando para ir para o lixo aquilo que você não comeu.

MAS eu sou um universitário que mora longe de casa. Para aqueles que veem a geladeira vazia, jogar comida fora é crime.

Fui falar com a supervisora do local e expliquei o meu raciocínio. Ela meio que gaguejou, pediu um minuto e disse que ia conversar com a nutricionista-gerente. FOI... VOLTOU. Trouxe a seguinte explicação: “você tem que pegar todos os itens porque eles são contados como porção. Se pegar só um, vai sobrar do outro, já é tudo incluído nas contas de quantidade por pessoa e bla bla blá”. BOA RAZÃO. Não fosse pelo fato de que de qualquer forma vai pro lixo o que sobrar. Ou vai do prato de quem não come. Ou vai do restaurante que não pode, nem ao menos, dar o que sobra da comida para quem passa fome, e essa é uma outra lei discutível.

De qualquer forma, o que falta nesse país é racionalidade para criar sistemas inteligentes. Sejam leis ou cardápios. Seja na hora de se perguntar quantas pessoas valem um pé de pequi. Ou na hora de contar quantas toneladas de lixo vale um estomago vazio.

terça-feira, 24 de março de 2009

UD Prime

O sanduba de hoje foi diferente: fiz com bife de filé a parmegiana (calma Gi, a bandejinha com três bifes custou só R$5,90) e, aproveitei a remessa de pão francês quentinho que saiu quando eu estava no supermercado, e variei o tipo de pão também.

É, galera, quando vira a fatura do cartão é uma alegria!

Universitário tem dessas coisas. Não é não, Letícia?

Qualquer dia passo a receita.

domingo, 22 de março de 2009

Como fazer um Sanduba Maneiro (sem perder tempo na cozinha)

Se você é como eu, mora sozinho(a) e, embora até tenha vontade de dar uma de chef de cozinha, mas a preguiça fala mais alto. Aí vai uma receita do Sanduba Maneiro que eu como todas as noites:

INGREDIENTES:
2 hamburgueres.
1 pão de hamburguer.
2 fatias de queijo (eu gosto do cheddar, mas a escolha é sua).
Algumas folhas de alface picadas em tiras.
Maionese, mostarde e katchup.

O segredo da receita em si não são os ingredientes. Mas o modo de preparo especialmente desenvolvido para moradores solitários que não querem perder tempo na cozinha eu lembrar que ainda é necessário lavar a louça quando já estão de volta ao tempo ocioso. Vamos lá:

MODO DE PREPARO:
Antes de qualquer coisa lave e corte as folhas de alface em tiras, faça isso num prato raso, seque as folhas de alface com um gardanapo limpo. Separe as tiras do alface no canto do prato. Coloque a frigideira para esquentar e enquanto isso corte o pão. Coloque o pão cortado no espaço livre do prato raso (ATENÇÃO, certifique-se de que a alface esteja realmente seca, porque se não molha o pão e ninguém merce pão molhado). Pegue os 2 hambuergueres e coloque-os na frigideira, e nada de ficar mexendo neles (o segredo de um hamburguer frito uniformemente é deixa-los por conta própria). Enquanto isso passe a maionese no pão. Se você não for uma tartaruga, antes de dar uma virada no hamburguer, vai sobrar tempo para já lavar a colher que sujou para passar a maionese (sim, eu passo maionese com colher) e a faca que cortou o pão. NÃO PERCA ESSE TEMPO PRECIOSO, APOSTO QUE VOCÊ NÃO VAI QUERER SAIR DO COMPUTADOR OU DA CAMA PARA LAVAR LOUÇA DEPOIS. Vire o hamburguer. Separe as fatias de queijo. Enquanto a outra parte do hamburguer frita, limpe a pia, coloque as sacolas do supermercado nos puxa-sacos e certifique-se que o refrigerante esteja gelado. Vire mais uma vez o hamburguer e coloque as fatias de queijo por cima e tampe. Diminua o fogo o máximo possível. Faça uma cavidade na parte superior do pão mas sem atravessá-lo, coloque ali as tiras de alface (a cavidade serve para que as folhas picadas não escapem pelos lados). Retire o hamburguer e coloque-os sobre a parte inferior do pão, coloque katchup e maionese a gosto. Tampe com a parte superior do pão. Não se esqueça de colocar agua na frigideira ao deixá-la na pia. E não se preocupe, tudo bem se você tiver vontade de lavar a frigideira só na semana que vem. Vá para a frente da TV ou do computador e enjoy.

Dica: se você quiser deixar o Sanduba ainda mais especial, coloque batata palha logo acima do segundo hamburger e logo abaixo das folhas de alface.


Eu sei que eu não sou nenhuma Ana Maria Braga para passar receita. Mas espero que tenha ficado mais ou menos claro.

Domingo...

Não só o domingo, mas o final de semana todo, de maneira geral, não tem sido bem aproveitado pela minha pessoa.

Nem de um jeito e nem de outro.

Já que eu não to batendo perna por aí, era de se esperar que eu estudasse(?)...
Mas daí o que acontece... eu começo a ler um texto de História Moderna, canso e vou ler de Estudos Históricos, canso e venho para o computador, canso e vou pra coizinha, canso e leio Moderna de novo, canso de novo e vou... e assim vai. O importante é que faço 48392 coisas pela metade, e nada inteiro!

Vou começar a fazer as contas, e no meu próximo post provavelmente vai ter uma contagem regressiva pras férias!

CANSEI...
vou ler "Os agentes do Iluminismo" ;)
beijomeliguem!

sábado, 21 de março de 2009

Conclusões

Letícia, se minha única leitora era você e você agora é colaboradora, isso quer dizer que nós não temos leitores nenhum. Rá!

Infortúnio

Para você que mora na casa dos páis, avós e adjacentes em geral vou contar que SIM!, existem coisas piores do que estar em casa, sozinha com uma panela de beijinho em pleno sábado a noite.

Era uma vez, eu! Bixete (nota para os leitores do Renan: se você for do Rio de Janeiro, leia caloura) do curso de História da Federal de Uberlândia. Primeiro semestre. Na teoria eu dividia o apartamento com uma garota da minha sala, na prática era com ela e o namorado. Ate aí tudo bem(?), eu aguentava.


Mas a vida... A vida é uma caixinha de supresas...

Certo dia, meio de semestre, fomos comer no restaurante universitário e o cardápio impunha um suco de limão estranhíssimo que irradiava uma luz neon própria. Para quem não sabe, o suco de limão do restaurante universitário da UFU tem gosto de Pinho Sol e efeito de Diabo Verde (feroz desentupidor de pias e ralos) o que te isenta de mastigar a comiga, uma vez que o próprio suco faz isso por você.

Depois de comer, voltamos para casa, nós três, eu, a companheira do apartamento e o namorado dela que, como já foi dito, havia se acoplado à residência.

A casa era uma casa até que bacana. Típica residência estudantil. Algumas paredes estavam com rachaduras mas dava para dormir dentro, embora dormir não seja a prioridade de estudantes universitários que moram em repúblicas, afinal, a maioria de nós estamos sempre estudando ou trabalhando, não é mesmo? Mas a descarga da privada lá de casa sempre foi meia boca. Vivia dando uma entupidinha de leve. Nesse dia, a LEI DE MURPHY no entando havia pairado sobre o local e o lag entre apertar o botão de descarga e a coisa fluir ralo a baixo estava demorando mais do que de costume.
O combinado, então, foi deixar a água baixar, colocar alguns litros de Diabo Verde (o desentupidor original, não o suco de limão do restaurante universitário) ou chamar um desentupidor. Ok!

Mas a vida... A vida é uma caixinha de surpresas...

No dia seguinte, quando acordei, me encaminhei até o banheiro e a surpresa não foi nada agradável: no lugar de uma privada semi-entupida, encontro UMA PRIVADA TRANSBORDANDO DE MERDA!
Sim, caro leitor, alguém tinha feito uma cagada, literalmente.

Sem meu falso bom humor, bati na porta do quarto da dita cuja
- CAAARA! você está zuando que vocês cagaram por cima da privada já entupida???
- Aieh, ele tava passando mal o que você queria que ele fizesse? (num tom de quem diz, Rá! Você é quem está sobrando aqui, sua imbecil).

Como assim o que eu queria que ele fizesse? Que tal se matar, ir desovar na rua, fazer uma cirurgia de fechamento de buraco ou alguma coisa do genero? Ou talvez simplesmente fosse fazer na casa dele!

Mas nem falei, expressei isso só batendo a pota.

Aquela cena ficou la me dando raiva muito tempo.
Até que a filhadap.mãe resolveu chamar o desentupidor. Ah!, adivinha? Queria dividir por duas pessoas a despesa... eu e ela! Mandei ela a merda (trocadilho bastante válido na ocasião) e falei que eu ainda estaria fazendo muito pagando a minha parte, caso ela quisesse dividir por três, afinal, a bomba atômica tinha sido causada pelo namorado dela.

Resumindo:
! More sozinho, e não em uma república estudantil. (Caso seja inevitável, favor consultar a fixa criminal e higiênica do candidato roommate).
! Nao tome suco de limão do restaurante universitário da UFU.
! Teste a descarga do apartamento/casa varias vezes antes de assinar o contrato de locação (sim, eu fiz isso, tchsssssssssssssssssss, tchsssssssssssssssss) .
! Não seja pata (como eu) pra evitar atritos, eles são inevitáveis.

Beijomeliguem.
Eu fazer arte no cabelo! Lá, lá, laia...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Confissões


Se minha mãe soubesse que eu como hamburguer toda noite, ela sairia de casa à 260km/h à pé só para me dar umas chineladas. (saudade).

Female Version

Realmente. "País das maravilhas" agora faz mais sentido pra mim.
A minha odisséia é morar sozinha mesmo, porque enquanto eu morava acompanhada tava mais pra tragédia (mas isso é história pra próxima aula).
Como eu sou obrigada a reconhecer que o rapaz Renan é bem melhor com as palavras do que eu, vou falar de uma coisa que infelizmente ele não conhece pra poder enfeitar com toda sua narrativa fashion!

TPM!

Eu não acreditava nessas três letrinhas até sair de casa, para mim era desculpa pra histeria, mas assim como a situação da geladeira e da conta bancária tendem a ficar mais dramáticas, a situação de uma jovem naqueles (malditos) dias também.

Não que meu calendário menstrual forme uma linha reta, ou diagonal (ou sei la, na verdade acho que se ligar os pontos forma um coelho) mas creio que estou nela agora, ou quase. Dessa vez o drama é vontade de cortar o cabelo, pintar, largar o namorado, comprar uma moto, bicicleta (ou nem isso com a minha verba) e ir vender pamonha na praia. E falta de vontade de limpar a casa, ler meus mil textos, estudar ou fazer compras pra justificar o fato de a geladeira estar consumindo a energia.
Além do mais passei a minha noite de ontem em uma conversa bem calorosa, sobre como as pessoas são "sei lá". Preguiça do mundo!
Eu preferia mesmo era poder mijar em pé! Esse humor me mata!

O que me consola é saber que depois disso vem a cólica!


Beijosemeliguem.
Antes que esse blog tenha o mesmo fim de todos os outros blogs do rapaz aí... (?)

Gafes fazem parte

Era o meu primeiro dia sozinho no Rio de Janeiro, umas 10:30 da manhã, tinha acabado de me instalar (lê-se jogar as malas e bugigangas no quarto) no apartamendo em Copacabana em que dalí em diante eu chamaria de casa; resolvi sair para dar um passeio no calçadão, programinha básico de um recém-carioca. Copacabana é um bairro muito bom, nem tao chique nem tão povão, um pouco underground, mas bastante badalado; lotado de bares, butecos, supermercados, Drogarias Pacheco e Americanas’s Express, mas o mais bonito, claro, é a praia. A praia de Copacabana tem um formado de um C, na minha opinião é a praia hábitada mais bonita do Rio, o apartamento onde moro fica bem no meio desse C, tinha de escolher pra que lado andar, e acabei optando em ir para o lado do Capacabana Palace, o monumental hotel dos ricos, famosos, e influentes.

Eu ia observando o mar, a areia, os banhistas, os quiosques, e o próprio calçadão com os famosos ladrilhos em forma de til ~~~~~~~~. Tinha o sorriso no rosto de um cidadão do mundo, afinal eu tinha acabado de aterrissar na cidade que mais recebe turistas no Brasil, e o melhor, não era para uma simples visita, era para morar. Percebi que 5 de cada dez transeuntes eram gringos. Ils parlent français. Speaking English. Hablando Español. 日本語. 中文. Русский. E talvez alguns deles até fossem de outro planeta. Quando no meio do caminho, uma familia (pai, mãe, alguns filhos) se aproximou. Eram turistas. Brasileiros. Do interior do estado de São Paulo. Da mesma região que a minha. E falavam PORRRRRTA. O meu Rio de Janeiro não começaria alí se não fosse pela gafe, que causou gargalhadas nos churrascos da minha família nas férias. Entendam o porquê:

(A pergunta:)
- Oi, será que você pode falarrrrr pra gente onde fica o Pão de Açucarrrrr? Nóe estamos meio perrrdidos... hehehe.

- Cara, poxa, foi mal, mas eu não sei onde é o Pão de Açucarrrr não. Mas eu sei que logo alí tem uma Americanas Express.

O cara desconversou. Acho que fingiu que não tinha escutado a asneira que eu tinha dito. ERA OBVIO QUE ELE QUERIA SABER DO PÃO DE AÇUCAR. AQUELE MORRO DO BONDINHO. AQUELE QUE QUALQUER TURISTA VISITA QUANDO VEM AO RIO. AQUELE MESMO QUE ERA SÓ OLHAR PRO FINAL DA PRAIA EM DIREÇÃO AO LEME E VER, ENOOOORME. Minha fixa caiu segundos depois, tentei consetar, falei de umas placas, e acabamos trocando uma idéia, ele contou que era de Lins, que conhecia São José do Rio Preto e Mirassol (cidade natal deste ex(?)-imbecil), conversamos e ele disse que ia chamar um taxi que era mais seguro. Com certeza, o taxista saberia muito melhor do que eu, embora provavelmente ele fosse até a Lapa e o Centro da cidade para depois descer até a Zona Sul na Praia Vermelha para deixar os turistas subirem no famoso Cartão Postal.

Poxa! Mas tinha que ter perguntado bem do Pão de Açucar, não podia ter sido o Cristo Redentor, não? Tsc. Tsc. Tsc.

Bla bla blás de um morador solitário

Acabei de tropeçar numa comunidade no orkut que me identifiquei bastante: A odisséia de morar sozinho! Desde o começo do ano passado cheguei ao Rio completemante solitário. Daí em diante tive que aprender a me virar, afinal, está comprovado, o ditado é 100% verdadeiro: quando a água bate na bunda, a gente se vira e aprende a nadar.

Pra quem acredita que morar sozinho é viver nas mil maravilhas, vou logo adiantando, a geladeira não faz compras sozinha, a maquina de lavar existe, mas uma roupa manchada ou uma camiseta mais froxa que vc pagou R$200 devem ser lavadas a mão, de preferencia no banheiro enquanto se toma banho, vassouras, rodinhos, louças não tem vida própria como em Alice No País das Maravilhas.

É claro que tem o lado bom. Dormir quando “quiser”, estudar quando “quiser”, sair e não ter hora para voltar, enfim, isso tudo é verdade. Mas vou ser sincero, quando a gente sai de casa, principalmente em situações como a minha – saí para estudar – sempre bate uma saudade enorme da nossa casa... da rachadura na parede do corredor, da disposição dos móveis, das cores das paredes, dos elefantinhos indianos que ficam sobre a mesinha de centro na sala... mas principalmente de uma geladeira mágica, lavadoura mágica e uma cama que se arruma também magicamente, do jantar (arroz, feijão, um bife que não seja uma borracha e uma salada com um tempero nem tão salgado nem tão sem sal), das discuções com os país, irmãos, enfim... tudo isso é tão banal, mas faz uma falta quando não tá ali todo dia.

Ainda existem situações típicas dos moradores solitários: pegar onibus errado e parar do outro lado da cidade que você não conhecia. Alguém que te pede informação você ACHA que sabe dar, e dois minutos depois, quando a pessoa já foi embora pelo caminho indicado, você acaba descobrindo que o caminho ia para o outro lado. Comprar o hamburguer e descobrir que o pão de forma acabou, buscar o pão de forma e só lembrar quando abrir a geladeira que não tem mussarela nem maionese. Cenas comuns no cotodiano de um solitário.

Mas este é apenas um post introdutório... as histórias mesmo, só a partir do próximo. Espero que gostem e deem boas risadas. Até lá.